PROGRESSO NO REGRESSO

Agostinho da Silva escreveu um dia que “consiste o progresso no regresso às origens: com a plena memória da viagem”

Podia ter sido Agostinho da Silva quem me levou a pensar no regresso como forma de progresso mas não. E por muito que goste também não foi a música dos Capicua!

Foram sim os laços, amor, saudade e as memórias que teimaram marcar presença em mim ao longo destes 30 anos a sul como que lembrando fazer parte da viagem! Foi a vontade de empreender mais, a procura de equilíbrio, de ar puro, da água fresca, natural e cristalina da mina que alimenta o tanque de granito que ao longo de gerações tem feito as delicias das crianças da nossa família. A vontade de testemunhar a vida que se faz sentir nesta minha terra onde tudo se dá e que alimenta o gado DOP! Terra marcada pela paisagem dos vinhedos de vinho verde, das fisgas, e da dimensão infinita, luz e cores que caracterizam o Alvão.

Foi necessidade de amor de pais e da natureza como fonte de vida e de uma riqueza que só faz sentido se sustentável.

Um regresso planeado ao milímetro. Com consciência dos riscos inerentes ao Plano A e não descurando a necessidade de um Plano B, C ou D, ampliando um mundo basto …

Como escreveu Saramago “…é preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com Sol onde primeiramente a chuva caía…” não esquecendo que “we will always have Lisboa-Cacilhas”

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