O ALVÃO, O TURISMO E OS PASSADIÇOS DO PAIVA

O Alvão conheço bem. Os Passadiços do Paiva ainda não percorri mas estou doida para o fazer!

Tomei maior consciência das limitações que existiam em Portugal à fruição do nosso património natural quando, em 2007, fiz parte da Equipa de trabalho da THR responsável pela definição dos produtos turísticos de desenvolvimento estratégico para o PENT (Plano Estratégico Nacional para o Turismo). Limitações em termos de acessibilidades, segurança, sinalização, areas de lazer, interpretação, alojamento responsável, promoção, etc, etc, etc. Estava na cara o que poderia ser feito para potenciar o desenvolvimento responsável e sustentável destas areas por forma a garantir a sua valorização e manutenção a longo prazo.

Orgulha-me testemunhar, ao longo de quase uma década, alguns dos resultados deste planeamento estratégico previamente desenvolvido.

Os Passadiços do Paiva são um bom exemplo de um projecto ancorado numa estratégia de desenvolvimento de uma área natural com forte interesse turístico.

Desculpem um bom exemplo não… um excelente exemplo que me deixa em pulgas para cuidadosamente e em segurança percorrer com a minha cria aqueles 8km de uma beleza natural única. Um exemplo tão bom ao ponto de me deixar também frustada por saber que neste nosso #MUNDOBASTO as Fisgas de Ermelo, por exemplo, merecerem uma infra estrutura e estratégia tão boa ou melhor, mas que apesar de as ferramentas terem sido criadas não houve uma entidade que desenvolvesse projecto tão crucial à manutenção sustentável e fruição segura e responsável deste território.

Resta mover consciências e manter a esperança! Esperança que uma visão, estratégia e projecto emblemático, estruturante e responsável nasça com este 2020. Esperança que até lá, como diz o Reinaldo Ferreira, aqueles “gunas e as suas mascotes de tetas espremidas e peidas empinadas. Os mesmos que acham mal não se poder fumar no percurso e o fazem às escondidas, e no final lançam o maço vazio no chão. Com sorte, apagam a beata entre as nádegas e não provocam um incêndio. E os pretensos atletas com peso excessivo e camisolas fluorescentes tipo “eu estou aqui, reparem em mim”. E os pançudos e as suas lancheiras de piquenique que alimentavam uma alcateia. Que levam o que lhes apetece, a que depois chamam lixo, e acham mal não haver caixotes. E essa espécie de surdo-crónico que ouve música (ou algo semelhante) como se tivesse esquecido as pilhas do aparelho, que não percebe que é possível que alguém não queira ouvir o mesmo ruído que eles. E os banhistas (ah os banhistas!), tipo que está muito calor e o melhor que há é fazer bombas”, não destruam uma das nossas maiores riquezas

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