2016 É NOSSO!

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Tenho andado tão arredia deste #mundobasto e do mundo vasto em geral que nem me reconheço! Estar “gravidíssima”, ao ponto de me sentir uma Popota e da minha filha me chamar Ritzilla, não pode ser razão! 

A verdade é que quando planeei o regresso a Basto, pensando ter “consciência dos riscos inerentes ao Plano A e não descurando a necessidade de um Plano B, C ou D”, estava longe de imaginar que na barriga traria comigo ainda mais amor… uma benção que se revelou atribulada no inicio mas que veio para ficar e se irá juntar a nós no despertar da primavera!  Claro que comigo traria também a necessidade de refazer qualquer plano traçado mas isso é um pormenor!

A verdade é que 2016 É NOSSO! Meu, do pai, da mana, do bébé, dos avós, tios, primos e amigos. A todos desejo um ano cheio de saúde, amor, alegrias e sucessos.

E mais ou menos arredia andarei por aqui a partilhar convosco um pouco deste meu/nosso #mundobasto, mundovasto dependendo de quem lê.

Para começar fiquem a saber que hoje dia 20 de Janeiro, a aldeia serrana de Gondiães, na Serra da Cabreira, concelho de Cabeceiras de Basto, celebra a Festa das Papas em honra de S. Sebastião ‘advogado da fome, da peste e da guerra’.

Uma tradicional e peculiar romaria minhota realizada de uma forma alternada ora em Gondiães, em anos pares, ora no Samão, em anos ímpares.

Segundo anúncio publicado pela Câmara Municipal de Cabeceiras de BastoNeste dia de festa comem-se as papas, a broa, o toucinho e bebe-se o vinho, produtos que antes são benzidos na Casa do Santo, seguindo posteriormente em forma de procissão para o local do repasto, ao longo do qual se colocam toalhas de linho e sobre as quais se distribuem os alimentos. A distribuição das papas, do pão, da carne e do vinho é feita com uma vara de madeira, que vai marcando o espaço ao longo de dezenas de metros desta ‘mesa’ improvisada onde se vão colocando ao alimentos e se vão distribuindo os comensais.

Terminada a refeição, algumas das pessoas levam consigo os pedaços de broa que lhes coube para guardarem durante alguns dias, porque acreditam na afamada ‘mezinha’ que existe no pão que foi benzido. Até há quem acredite que a broa nunca ganhará bolor e que serve de remédio para as doenças que afetam as pessoas e os animais.

Reza a lenda local que na Idade Média os povos daquelas serras foram assolados por uma grande peste que atingiu humanos e animais. Para se verem livres desta doença, os povos das montanhas recorreram a S. Sebastião. O que o povo tinha de melhor naquela época era o pão, o vinho e a carne de porco. Então, como forma de gratidão, as pessoas prometeram que daí em diante, todos os anos, se faria esta festa e se ofereceria o que de melhor o povo tinha, ou seja, o pão, o vinho e a carne, a todos quantos ali se deslocassem para honrar o santo.

Por isso, todos os anos, no dia 20 de janeiro – Dia de S. Sebastião – a promessa feita a este santo renova-se e a festa repete-se.

Os preparativos começam uma semana antes. O pão é confecionado e cozido pelas mulheres da aldeia para que no dia de S. Sebastião os produtos sejam benzidos e oferecidos a todos os que se deslocarem à aldeia para honrar o padroeiro.

As papas são feitas pelos homens e podem comer-se quentes ou frias. A carne de porco é servida em pratos de barro e o vinho verde da região bebe-se nas tradicionais malgas de barro

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